
Em entrevista exclusiva à INFO, o CEO e presidente da Red Hat, Jim Whitehurst, fala sobre as principais tendências do software livre, o papel do Brasil no cenário mundial e deixa escapar uma novidade: ele leva no bolso um iPhone. “Não sei se o Zimbra, que é o nosso aplicativo de e-mail, está disponível para Android.” Whitehurst visitou o Brasil recentemente.
Você acha que o Ubuntu é o único sistema operacional capaz de enfrentar o Windows?
Estou muito feliz que o Ubuntu esteja aí. Eles fizeram um belo trabalho investindo pesado no sistema operacional. Espero que continue a crescer. A Red Hat está no mercado corporativo. As empresas querem estabilidade, segurança, suporte, documentação e uma série de coisas que não estou certo se Ubuntu tem o tamanho e escala para oferecer. Então eu ainda vejo a Red Hat como uma melhor alternativa ao Windows no mundo corporativo. Na comunidade e no mundo dos consumidores, o Ubuntu é uma ótima opção. O Fedora também é uma ótima opção.
Dois anos atrás, um dos seus gerentes disse que a Novell havia vendido a alma para a Microsoft? Você concorda?
Vender a alma é uma metáfora. Acho que o acordo da Novell com a Microsoft violou o espírito da GPL. Tem base legal, mas a violação desse espírito custou a eles desenvolvedores, porcentual de mercado e confiança na comunidade open source. Serviu para nos beneficiar. Semanas atrás, a Novell divulgou seus resultados do primeiro trimestre. Eles obtiveram US$ 23 milhões. Nós, no último trimestre, anunciamos US$ 200 milhões. Somos dez vezes maiores. Quando fizeram o anúncio, não éramos tão grandes.
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