Londres - Governo vai migrar estações de trabalho para Linux e exigir que os funcionários utilizarem os formatos ODF (Open Office Document).
A região espanhola de Extremadura migrou completamente para softwares de código aberto, decidindo trocar os sistemas da administração para Linux em um ano, além de adotar aplicações abertas.
O governo da região promoveu o código aberto por cerca de 10 anos, mas agora passou a exigir que os funcionários utilizarem os formatos ODF (Open Office Document) e PDF para todos os documentos.
Luis Millán de Vázquez de Miguel, conselheiro de Desenvolvimento de Infra-estrutura e Tecnologia, disse que administração foi o primeiro órgão público a adotar este passo radical.
“Esta é uma importante decisão em que a Junta de Extremadura vem trabalhando por muito tempo, acumulando experiência e analisando o impacto na organização para garantir o sucesso”, afirmou ele na sexta-feira (28/07). A decisão foi tomada em uma reunião no dia 25 de julho.
A Extremadura, a região mais pobre da Espanha, ganhou as manchetes em 2002, ao decidir migrar 70 mil desktops e 400 servidores em escolas da região para uma versão local do Debian, chamada gnuLinEx.
O custo total do projeto foi de 190 mil euros, 18 milhões de reais a menos do que as escolas gastariam para adotar o Microsoft Windows.
A nova decisão amplia o uso de LinEx das escolas para os servidores públicos e finalmente para todos os escritórios administrativos da região - o governo não informa quantas estações serão migradas. As aplicações também deverão ser open source e o padrão de documento será o ODF.
Vázquez de Miguel disse que a medida deixará o governo menos exposto à obrigação de fazer atualizações e tornará mais fácil a preservação e o acesso aos documentos públicos pela população.
O departamento de telecom de Extremadura está preparando um plano de suporte técnico, como apoio da Intel, da Bull Espanha e da El Corte Inglés, maior rede de lojas de varejo do país. Organizações voltadas a TI estão reunindo informações sobre migrações em ampla escala para o Linux para dar suporte ao projeto.
A Extremadura vai apresentar o projeto à ONU (Organização das Nações Unidas) em agosto e, em setembro, falará sobre a iniciativa no projeto Ciudad del Saber (Cidade do Saber), no Panamá. A região tem uma população de 1 milhão de habitantes e taxa de desemprego de 50%.
Uma série de governos nacionais e regionais está estudando o uso de software livre e e formatos abertos de arquivo como forma de reduzir seu custos a longo prazo e estimular a economias locais. Um dos maiores projetos é a migração de 14 mil desktops em Munique, na Alemanha, do ambiente Windows para o Linux.
O Estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, virou notícia no último mês de setembro, quando o então responsável pela área de tecnologia do Estado, Peter Quinn, finalizou um plano para iniciar a migração para os formatos OpenDocument para ler e salvar relatórios, planilhas e apresentações a partir do início de 2006.
No Reino Unido, o conselho da cidade de Birmingham, maior autoridade local da Europa, está migrando 1,5 mil desktops e servidores de back-end das suas bibliotecas para software livre, em um programa de teste de um ano.
Já o conselho da cidade Bristol, também no Reino Unido, pretende economizer 60% dos custos em software em cinco anos, com a migração de 5,5 mil usuários para o pacote de aplicativos de escritório StarOffice, da Sun, e para o formato ODF (Open Document Format), descartando a Microsoft.
Retirado de IDGNow